Festival de Salvador

O maior festival dos últimos 450 anos.

Este foi o lema de uma festa grandiosa que aconteceu em Salvador, terra da felicidade, entre os dias 20 e 24 de Janeiro, em comemoração aos 450 anos de Salvador.

Realizado no parque de exposições, situado à avenida Paralela, a caminho do aeroporto, oferecendo uma infra estrutura invejável de som, luz e palco, além da carga pesada de 10 horas de show por dia.

Além dos shows, o festival também oferecia área de esportes, alimentação fast food e o Mercado Mundo Mix, com uma ampla programação cultural.

O evento, realizado pela Rede Bahia de televisão, possuia até página na internet www.festivalsalvador.com.br

Em média, apresentaram-se cinco artistas por dia. (Veja quadro da programação do festival).

Enquanto muitos recuam diante da crise, este evento veio demonstrar que é possível fazer um evento com bons resultados. Eram aproximadamente 40 mil pessoas por dia assistindo aos shows.

Em um evento deste porte, uma equipe de "backstage" ágil, é extremamente necessária. PEPE era o responsável pelas mudanças de palco. Quem não conhece aquele maldito cheiro de charuto e a frase; ban bora, vá trasá petáculo, cinco minuto pá começá o show.

Competentes, como sempre, Pepe e sua equipe deram conta do recado.

Todas as bandas mantinham seus equipamentos montados no backstage, área ao fundo do palco e atrás dos dois PA's destinada a esta pré montagem.
Ao fundo do palco uma rampa dava acesso aos caminhões que transportavam os equipamentos e furgões que transportavam os técnicos e músicos.

A sonorização ficou a cargo da JOÃO AMERICO SONORIZAÇÃO, que com muita competência atendeu precisamente a todos os artistas, técnicos e roadies que trabalharam no evento.

Tive o prazer de trabalhar, neste evento, dia 22 sexta feira com o Biquini Cavadão. Sendo a primeira banda a tocar, se deliciou com um público inicial de 30 mil pessoas, que participou ativamente do show.

Eram duas mesas no PA e duas no monitor. Em um sistema tipo "ping pong" cada um par de mesas ( PA e monitor ) era usada por show. Desta forma, havia bastante tempo para se preparar o próximo show.

A House Mix ficou montada na lateral direita em frente ao PA. Tínhamos uma pressão sonora muito alta na House Mix, principalmente na região dos médios. Esta montagem foi necessária em função do local e da filmagem que estava sendo feita.

Andando pelo ambiente percebia-se que aquele médio excessivo na House era necessário nas demais áreas.

Um sistema Five Way de três andares foi montado para sonorizar o ambiente.

Eram 60 caixas de graves, com dois alto falantes de 15" cada, 60 caixas Two Way para médio graves e médio-agudos, com dois alto falantes de 12", um driver de 2" e dois super tweeters. Completando o sistema, 40 caixas de subgrave com dois alto falantes de 18" cada.

A amplificação era toda Ciclotron. Para os Subgraves foram utilizados os modelos TIP 5000 com 2500 Watts por canal, sobre carga de dois ohms. Os graves e médio graves alimentados por TIP 3000 com 1500 Watts por canal, sobre carga de dois ohms. Os médio agudos alimentados por TIP 1200 com 600 Watts por canal, sobre carga de dois ohms.

Observando os racks durante os shows, percebia-se que o sistema não era forçado em nenhum momento. A modulação dos TIP trabalhava com folga.

A grande vantagem de se trabalhar com um sistema bem dimencionado é a reserva de potência que fornece um Headroom maior. Assim o sistema apresenta uma dinâmica muito maior além de aumentar a vida útil do equipamento e automaticamente caindo o custo de manutenção. O que parece loucura em termos de equipamento, traduz-se em menor custo operacional, o que se faz extremamente atual em dias de crise como os que estamos vivendo.

Aqui cabe até uma colocação interessante. Desconhecemos sistemas milagrosos. Então achar que comprando a caixa modelo "X", do fabricante "Y" vai poder sonorizar grandes eventos com duas colunas por lado ao invés de se usar um PA de três andares como o caso do João. Entendo também que alguns sistemas realmente não foram bem desenvolvidos e por tanto não rendem o esperado. E entre estes sistemas e um sistema comercial devidamente desenvolvido há uma grande distância. O que coloco é em relação a bons sistemas serem trocados por sistemas muito bons. Reserva de potência sempre deverá haver.

A associação das caixas e amplificadores permitiam graves profundos e com excelente nível de pressão sonora. Eram 180.000 Watts a 120 dB SPL.

Todo o sistema da João Américo Sonorização foi projetado e desenvolvido por Carlos Correa.

Uma mesa Midas XL 200 e uma Soundcraft Europa foram usadas no PA.

O crossover do PA é um BSS MCS 200 analógico, "com muito orgulho e muito respeito aos digitais", segundo o próprio João Américo. Será que não é muito saudosismo o uso deste divisor analógico em plena ascensão dos digitais? Não acredito, por que grandes empresas como a Showco, também vêm buscando a associação das duas plataformas, utilizando a praticidade do digital comandando a sonoridade do analógico

O sistema de PA cobria com tranquilidade toda área, mas sistemas de delays foram incorporados para um maior SPL no final do parque e áreas de camarote.

Os delays eram controlados por processadores BSS - Omnidrive - FDS 355, que ajustavam o tempo de atraso em relação ao PA, que estava a 55 metros de distância. Amplificadores Ciclotron de 5000, 3000 e 1200 Watts, despejavam muita potência no sistema de caixas em 4 vias. Realmente potência e SPL não faltavam ( 20.000 Watts com 115 dB SPL )

O equipamento utilizado na House Mix encontra-se relacionado em quadro ao lado.

No monitor, Vavá com toda a calma que Deus lhe deu, coordenava a equipe técnica da sonorização, a troca dos cabos e multicabos, além de operar e dar suporte aos técnicos de monitor das bandas.

Navegando sobre duas mesas Soundcraft SM 16 com 40 e 48 canais respectivamente.

As caixas de retorno para as vias possuiam dois alto falantes de 12 podegas e um driver de titânio. Para as vias de bateria, percurssão e contrabaixo eram utilizados monitores com dois alto falantes de 15 polegadas e driver de titânio.

Os equalizadores do monitor eram os TC Electronic, digitais e com memória programável.

Um controle remoto com Flying Faders ( potenciômetros motorizados ), controlava todos os equalizadores. Desta forma cada banda passava seu som e todo o set de equalização das vias era memorizado . Bastando, na hora do show, chamar novamente aquela memória e toda a equalização da passagem de som estava pronta.

Equalizadores BSS e Klark eram utilizados como insert no monitor.

Um total de 20.000 Watts era distribuido entre Side Fills e monitores.

Foram utilizados 4 multicabos de 56 canais para alimentar as mesas de PA, monitor e também enviar os sinais ao estúdio móvel ARP dos nossos amigos Zorro e Roberto Marques.

Programação do Festival:

Dia 20 - Quarta feira

Nativus

Cidade Negra

Terra Samba

Cheiro de Amor

Daniela Mercury

Lazzo

Dia 21 - Quinta feira

Netinho

Arnaldo Antunes

Soweto

Magníficos

É o Tchan

Dia 22 - Sexta Feira

Biquini Cavadão

Banda Eva

Timbalada

Fat Family

Carlinhos Brown

Dia 23 - Sábado

Art Popular

Edson Gomes

Ricardo Chaves

Olodum

Colher de Pau

Cabelo de Fogo

Dia 24 - Domingo

Pato Fu

Jota Quest

Chiclete com Banana

Araketu

Asa de Águia

Equipamento de PA:

40 Caixas de subgraves 2 x 18"

60 Caixas de graves 2 x 15"

60 Caixas three way 2 x 12", 1 x 2", 2 super tweeters

08 Caixas de graves para delay 2 x 15"

08 Caixas Three way 2 x 12", 1 x 2", 2 super tweeters

30 Amplificadores Ciclotron TIP 5000 - 5000 Watts

20 Amplificadores Ciclotron TIP 3000 - 3000 Watts

20 Amplificadores Ciclotron TIP 1200 - 1200 Watts

01 Mesa Midas XL 200 ( com duas fontes )

01 Mesa Soundcraft Europa ( com duas fontes )

02 Divisores de frequência BSS - MCS 200 ( analógicos )

04 Equalizadores Klark Teknik DN 360

02 Processadores de efeitos Lexicon PCM 70

02 Processadores de efeitos Lexicon PCM 80

02 Processadores de efeitos Yamaha SPX 1000

02 Processadores de efeitos Yamaha SPX 900

12 Compressores DBX 160 XT

04 Quadragates Drawmer DS 404

04 Quadragates Klark Teknik DN 514

04 Quadracompressores Klark Teknik DN 504

01 Toca discos laser Tascam

01 Toca discos laser Denon

01 Analyser Klark Teknik DN 6000

Equipamento de Monitor:

01 Mesa Soundcraft SM 16 - 48 ( com duas fontes )

01 Mesa Soundcraft SM 16 - 40 ( com duas fontes )

16 Equalizadores digitais TC Eletronic

01 Controle remoto TC Electronic

02 Equalizadores BSS FCS 960

02 Equalizadores Klark Teknik DN 360

30 Monitores de chão 2 x 12" e driver ( Carlos Correa )

16 Monitores de chão 2 x 15" e driver ( Carlos Correa )

04 Processadores de efeito Yamaha SPX 990

04 Quadragates Klark Teknik DN 514

04 Quadracompressores Klark Teknik DN 504

01 Cd player Denon

01 Sistema de intercomunicação AXXENT

20 Amplificadores Crest linha Pro 6001

Microfones Shure SM 58 e 58 Beta para vozes, Sistema UHF Shure 58 Beta para vozes.

Shure SM 98, SM 57, 57 Beta, Sennheiser MD 421, AKG 460 para percurssão e efeitos.

RE 20, SM 52 e C 418 para Bumbo.

Sennheiser MD 441e MD 421 para metais.

Direct box Whirlwind, BSS e Klark Teknik

Equipe técnica:

Projeto do sistema para o festival: Vavá

Supervisão técnica: Vavá e Jackson

Técnico de PA: Alexandre Lopes

Técnico de Monitor: Vavá e Jackson

Manutenção: Jackson

Patchbay: Humberto

Microfones: Carol

Monitores, Energia Elétrica e Back line: Roque e Edu

Contra Regra: Danilo

Grande Abraço,

Denio Costa

 
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